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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Para fidelizar e conquistar clientes, marcas de luxo agem muito além do pós-venda


Da Auto PressAtendimento personalizado e com hora marcada. Serviços de bufê com champanhe e biscoitos finos. Convites para eventos badalados e passeios nos fins de semana com a família. Oferta de cursos de pilotagem e até viagens internacionais. Em meio aos serviços de atendimento e oficina, o "roteiro" dos proprietários de carros de alto luxo oferece um universo extremamente singular. A ideia é explicitar o máximo de exclusividade que um pós-vendas e um relacionamento com o cliente possa ter. Afinal, são veículos com vendas miúdas e preços graudíssimos, muito acima dos R$ 200 mil.

De janeiro a julho deste ano, foram pouco mais de 2,7 mil automóveis desse naipe entregues no Brasil. Apenas 0,16% do total de 1,7 milhão de carros vendidos no país. Um volume ínfimo, inferior a 400 carros/mês, que as próprias montadoras e importadoras, concentradas em apenas 101 revendas, valorizam pelo teor elitista dos modelos.
E nessa disputa glamourizada, vale tudo. Cada ação dedicada a um cliente pode representar vendas futuras e valiosas indicações aos amigos igualmente abonados. De tão importantes, determinados clientes recebem atenção mais que especial. Um dos casos mais emblemáticos foi protagonizado pela Land Rover. A montadora levou há pouco tempo um proprietário do seu jipão topo de linha, o Range Rover Vogue 4.2 V8 Supercharger, de R$ 385 mil, para um passeio acompanhado de um grupo de amigos às dunas do Deserto de Omã, no Golfo Pérsico. "Não íamos levá-lo a Paris. Precisava ser algo surpreendente. E a experiência que vivenciou foi única. Certamente contará para todos os amigos, que formam um grupo ao qual dificilmente teríamos acesso", ressalta Flávio Oliveira, gerente de marketing do grupo Caltabiano, distribuidor da Land Rover no Brasil.

A Mercedes-Benz também já levou clientes ao exterior, para conhecer a sede da montadora na Alemanha e assistir a etapa do Mundial de Fórmula 1, em Mônaco. Mas nas últimas semanas, uma simples ida de um consumidor a uma revenda da montadora em São Paulo exigiu grande esforço logístico. Um grande cliente agendou visita com portas fechadas e a concessionária teve de montar uma infra-estrutura especial para recebê-lo. Foi preciso convocar inclusive o corpo de bombeiros local, já que o cliente utilizou um helicóptero para a sua locomoção. "É um patrimônio. São clientes que já estão com a marca há 20 ou 30 anos e temos de alimentar essa exclusividade", pontua Roberto Gasparetti, supervisor de marketing de produto da Mercedes-Benz do Brasil.

ACELERADAS
- Os clientes da Jaguar recebem ligações em seus aniversários, inclusive os familiares mais próximos, além de cartões personalizados.
- A Via Itália, importadora oficial da Ferrari, disponibiliza gratuitamente aos clientes brasileiros um curso de pilotagem na Itália, além de visitas guiadas à fábrica da montadora - ida e hospedagem são por conta própria. Os proprietários também podem solicitar convites para assistir às etapas do Mundial de Fórmula 1 em lugares reservados ou ir aos Salões do Automóvel que a Ferrari participa.
- A Mercedes-Benz levará, no fim do ano, um seletíssimo grupo de clientes para os Estados Unidos para o lançamento de um novo produto mundial da marca, ainda mantido em segredo.
- No lançamento do sedã grande de luxo A6, há pouco mais de um mês, a Audi convidou um grupo de clientes para ir de helicóptero fazer o test drive do modelo em um trecho ainda em construção do rodoanel, futuro anel viário da capital paulista. No evento, foi realizado um torneio com provas de aceleração e slalom.
- A Land Rover costuma oferecer aos clientes brasileiros um curso de vela, escolhido pelo perfil dos proprietários, que possuem casas de praia e lanchas. Em certa ocasião, os clientes competiram com o velejador Lars Grael, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Seul e Atlanta e campeão mundial da classe Snipe, em 1983.
Na Jaguar, ocorreu o inverso: a revenda foi até o consumidor. Isso porque um cliente de Manaus, no Amazonas, adquiriu um veículo da marca britânica em São Paulo. Sabedor de que o carro demoraria em torno de duas semanas para chegar à capital amazonense, Maurício Bueno, gerente-geral da GB Cars, distribuidor oficial da Jaguar no país, combinou a data da entrega com a empresa que fez o frete e pegou um avião para levar pessoalmente o carro na residência do proprietário.

Ao mesmo tempo, os clientes da marca são minuciosamente estudados. Até por serem poucos - a média é de apenas 10 modelos Jaguar vendidos por mês. E a atenção é individual. "Às vezes se passa uma semana e entram apenas dois ou três clientes na loja. Quer dizer, o vendedor tem um tempo ocioso enorme e o aproveita para trabalhar a fidelização. Nós buscamos garimpar informações como o hobby do cliente, o que gosta de comer e ouvir", explica Maurício Bueno.

Ainda mais elitizadas por aqui, as esportivas Porsche, Maserati e Ferrari também oferecem atendimento personalizado. Mas a base para a fidelização dos clientes é a criação de "clubes" nos quais os clientes interagem entre si e participam de eventos no decorrer do ano. "É uma forma de estabelecer o marketing de relacionamento. Lá conhecemos suas famílias e os clientes têm a oportunidade de pilotar seus carros em uma pista de corrida", resume Marcel Visconde, presidente da Sttutgart Sportcar, importadora da Porsche no Brasil. A revendedora, cujo modelo mais caro é o 911 Carrera Turbo Cabriolet, de R$ 750 mil, realiza cinco encontros anuais, geralmente no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Já a Via Itália, que comercializa oficialmente modelos da Ferrari e Maserati, organiza encontros em Interlagos e almoços em regiões nobres, como Campos do Jordão, em São Paulo. "Nosso mercado é pequeno. Então, conseguimos ter um controle de informações e serviços e os clientes se tornam amigos, se juntam em grupos no fim de semana e saem para almoçar juntos", conclui Eduardo Alves, executivo de vendas da Via Itália. E não é para menos. A Ferrari mais cara vendida no Brasil, a 612 Scaglietti 6.0 V12, custa nada menos que R$ 1,9 milhão. Num mercado tão seleto, nada mais propício que uma "roda de amigos" exclusiva.

EXCLUSIVIDADE MÁXIMA
Conforme a categoria de um veículo de luxo, o comprador exige sua personalização total. Quer um modelo "único", que só ele possua. Por isso, marcas como as alemãs Mercedes, BMW e Audi ou as britânicas Jaguar e Land Rover oferecem ampla diversidade de acessórios, opções de acabamento e equipamentos em seus modelos. Dependendo do carro, é possível escolher entre mais de 10 cores para o couro ou o tipo de madeira. E há canais diretos para os clientes fazerem os ajustes. "Temos uma pessoa específica que cuida de determinados clientes. Recentemente, um deles comprou o jipe Classe G. Foram 20 ligações até definir tecidos, couro, acabamentos e tipo de madeira. Esse cliente não vai na revenda. E quando vai, trata diretamente com o dono", explica Roberto Gasparetti, supervisor de marketing de produto da Mercedes-Benz. E não é para menos: o Classe G é vendido apenas em na versão esportiva 55 AMG, por US$ 289 mil - ou R$ 532 mil.

Mas além de uma linha direta, as revendas também precisam ser sofisticadas. Na visita de clientes "importante" ou novatos potenciais, é preciso oferecer o ambiente mais sofisticado possível. "É um círculo muito fechado. Por isso, temos de oferecer serviços realmente diferenciados. O cliente saiu do trabalho ou de casa para nos prestigiar e o tempo que passará na loja tem de ser o mais agradável possível", observa Flávio Oliveira, gerente de marketing do grupo Caltabiano, representante da Land Rover. Nas concessionárias do grupo, há salas de espera refinadas, serviços de bufê e butiques de acessórios para os veículos, além de roupas e relógios. (por Diogo de Oliveira)

Fonte: http://carros.uol.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Philip Kotler fala sobre os novos tempos do Marketing

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Imagine que todos os médicos fossem atuar nas extremidades de seu mercado. Eles se tornariam, ao mesmo tempo, profissionais de pronto-socorro e de postos de saúde que objetivam a prevenção. É mais ou menos isso que as empresas terão de fazer na nova era do caos.

Trata-se da aposta do “pai” do Marketing Philip Kotler, segundo o qual a partir de agora as empresas terão de instalar um sistema de alerta (prevenção) e resposta rápida (o atendimento de pronto-socorro) que lhes permita desenvolver rapidamente novos cenários quando a economia entrar em queda, o que deve acontecer com frequência, e atuar neles.

Em outras palavras, as empresas precisarão abandonar a sensação de segurança que haviam construído com políticas, estratégias e táticas resultantes de anos de tentativa e erro e aceitar que agora surgiu um ponto de inflexão estratégica gigantesco. Ou mantêm a estratégia e correm os riscos derivados dessa decisão – o novo ambiente pode castigar e, inclusive, levar à ruptura–, ou reconhecem a necessidade de uma nova.

O novo livro de Kotler, Chaotics (escrito em parceria com John A. Caslione e publicado pela Amacom) busca formatar essa nova estratégia, ou, como eles preferem chamá-la, esse sistema de gestão do caos. Em entrevista exclusiva a José Salibi Neto, Kotler repassa os fundamentos desse sistema e quais as especificidades para economias emergentes em geral e para o Brasil em particular. Vale notar que Kotler não entra no mérito sobre se isso é pior ou melhor – é diferente e, por enquanto, inevitável. E exige outra abordagem de enfrentamento pelas empresas.

Minha primeira pergunta não poderia deixar de ser: é verdade que nunca mais voltaremos aos tempos normais?
Philip Kotler: Sabe o que eu ando dizendo aos presidentes de empresas? Que eles precisam ter um telefone perto de suas camas à noite no caso de uma grande ameaça ou grande oportunidade surgir, exigindo sua atenção imediata. Companhias mundiais hoje operam 24 horas, sete dias por semana, e o CEO simplesmente precisa estar disponível. Conheço casos da Unilever e da Bear Sterns nos quais o fato de os CEOs não estarem acessíveis quando necessário prejudicou os negócios.

Então, a resposta para você é: nunca mais voltaremos à idade de ouro da normalidade. John Caslione e eu achamos que os líderes empresariais precisam compreender isso de uma vez por todas. Fenômenos como globalização e digitalização introduziram uma nova dimensão de velocidade e interdependência em nossas vidas. Não há retorno possível.

Isso já vem sendo falado há algum tempo no mundo empresarial, mas, pelo que eu depreendo do que o sr. diz, fala-se principalmente da boca para fora...
Philip Kotler: Sim, isso foi articulado há alguns anos por Andy Grove, CEO da Intel, em seu livro Só os Paranoicos Sobrevivem. Ele dizia que uma empresa deve observar a frente, os lados e os fundos, porque os golpes vêm de todos os lados, e esse é, de fato, o princípio básico para as empresas se armarem melhor. O que nós fizemos foi aprofundá-lo e detalhá-lo na prática e com os pontos de vista do Marketing e da estratégia.

Em vez de confiar numa business intelligence casual, as empresas devem construir um amplo sistema de alerta, que lhes permita observar a frente, os lados e os fundos. Em vez de falar superficialmente sobre planejamento para contingências, devem fazer planejamento de cenários. Em vez de estabelecer um orçamento fixo para cada departamento, devem definir orçamento variável.

Os departamentos precisam saber com antecedência o que cortar se o mercado submergir e o que aumentar se as oportunidades de repente explodirem. Nosso sistema de gestão do caos [chaotics management system] apresenta um retrato da empresa do século 21 muito atento ao conjunto pronto de respostas a diferentes surpresas, choques e oportunidades que podem surgir.

O sr. pode nos dizer se há aspectos específicos para empresas de países emergentes?
Philip Kotler: Acredito piamente que o sistema de gestão do caos se aplica a todas as empresas de todos os países. Mas, se alguns países são mais sujeitos a choques do que outros, e isso pode descrever alguns países emergentes, é maior ainda a necessidade de nosso sistema de gestão do caos.

Em um momento em que as economias emergentes ganham os holofotes e que a projeção dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) parece cada vez maior, esse sistema de gestão funciona apenas para o Marketing e a estratégia de empresas ou também para o Marketing e a estratégia de países?
Philip Kotler: Publiquei um livro há alguns anos sobre o Marketing das nações. Os princípios básicos de construir uma economia e uma sociedade fortes permanecem os mesmos ali descritos, mas muitos ajustes são necessários devido ao aumento da turbulência que todos os países agora estão vivenciando e também ao aumento de interdependência – todo país tem de exportar para que possa ganhar o suficiente para importar bens que são mais baratos em outros lugares. Além disso, as cadeias de fornecimento estão ficando mais longas; qualquer interrupção do fornecimento de um país tem ramificações em outros países, o que gera uma “fragilidade interconectável”.

Não é possível ao Brasil voltar à autonomia que tinha nos anos 1960. O Brasil tem de saber produzir valor continuamente e saber comprar e vender em uma base de valor em qualquer lugar do mundo e, para isso, ele e todos os outros países precisam estar mais alertas aos fatos mundiais e à constante mudança que vem acontecendo. Com as devidas adaptações, nosso sistema de gestão do caos pode ajudá-los nisso, sim.

O sr. vê a inovação constante como essencial no sistema de gestão do caos? Ou é mais uma questão de disciplina? Que lado – inovação ou disciplina – as empresas em alerta vermelho permanente devem priorizar?
Philip Kotler: Sempre achei que os gestores deveriam considerar três períodos de tempo ao abordar o impacto de qualquer decisão de vulto: agora; daqui a dois a três anos; de cinco a dez anos. E continuo acreditando que isso é válido nesta era do caos. Quando a administração só considera a disciplina de eficiência, é pensando principalmente em hoje e tentando arrancar o maior lucro do período corrente. Nunca pensei que esse foco no agora fosse suficiente.

Por exemplo, disciplina, no pensamento de [Peter] Drucker, quer dizer fazer certo as coisas (eficiência) mais do que fazer as coisas certas (eficácia). Só que líderes precisam ser eficazes, sobretudo de agora em diante. Então, a inovação é a prioridade. Tão absolutamente prioritária que sou a favor de construir o pensamento inovador em toda a organização.

Então, mudo minha pergunta: desses três horizontes de tempo, qual é o prioritário no sistema de gestão do caos?
Philip Kotler: Nenhuma empresa deve começar seu pensamento com o que fazer em relação à recessão atual. O ponto de partida é onde ela quer estar daqui a cinco ou 10 anos. Que clientes ou problemas sociais quer resolver? Ao trabalhar de trás para frente, a empresa compreenderá qual o melhor mix de disciplina e inovação para seu caso.

No caos, o sr. recomenda investir em oportunidades, manter as pessoas-chave e não deixar de preservar as áreas que os consumidores mais valorizam. Esse é o tipo de pensamento que deve prevalecer numa empresa?
Philip Kotler: Sim, de agora em diante as empresas precisam pensar proativamente sempre, não só durante uma queda. Uma sabedoria velha, mas sempre atual é: um lado de uma crise é a vulnerabilidade; o outro é a oportunidade. As empresas precisam fazer regularmente uma análise SWOT para checar suas oportunidades, ameaças, fraquezas e forças. Isso não significa que as mesmas táticas de ação são garantidas tanto em tempos bons como ruins, mas pede uma mentalidade sempre proativa.

Que oportunidades o sr. está identificando do outro lado dessa crise especificamente?
Philip Kotler: Em geral, a oportunidade gira em torno de avançar sobre os concorrentes, adquirindo seus ativos ou seus talentos. Claro, isso é mais factível para empresas fortes financeira e competitivamente. O avanço pode ser também roubar mercado dos concorrentes – nessa seara, historicamente, companhias orientadas a preço como McDonald’s e Walmart são as que se dão bem durante recessões.

Estamos vendo um grande crescimento das dollar stores nos Estados Unidos, lojas onde as pessoas podem economizar; marcas mais baratas também vêm se destacando. Mas não creio que esse seja o único tipo de oportunidade de ganhar mercado. As empresas precisam descobrir respostas criativas para os consumidores que estão hesitando em comprar porque acham que os preços vão cair ainda mais ou porque têm medo de perder o emprego.

A Hyundai recentemente se ofereceu para receber de volta seu carro novo se o proprietário perdesse o emprego. Outra empresa se ofereceu para devolver a diferença se o preço caísse mais tarde, a fim de aumentar a vontade de comprar agora.

É possível resumir a essência do enfrentamento desta nova era do caos?
Philip Kotler: Eu diria que acelerar mudanças, elevar os níveis de complexidade nos negócios e mensurar os riscos e a incerteza são a matéria-prima do Marketing e de sua nova realidade. Para se defender, as companhias devem aumentar sua capacidade de adaptação em todas as instâncias, especialmente nas áreas de Marketing e vendas. Outro ponto fundamental é que são exigidos, no Marketing em particular, grandes profissionais que consigam esperar o inesperado e que, em tempos caóticos, possam reinventar os modelos de negócio e as estratégias de Marketing, para reagir rápido aos fatos.

O sr. destacou as empresas orientadas a preço baixo em épocas recessivas. Como a recessão será sempre ou iminente ou instalada, preço virará a eterna prioridade do consumidor?
Philip Kotler: Recessões têm o efeito de construir “maior consciência” nos consumidores. Estes passam a se perguntar: “Por que precisamos de certos itens que comprávamos à vontade antes da recessão? A comida em um restaurante caro é tão especial assim? A bolsa de grife é muito melhor que as outras?”. Alguns começam a pensar “menos é mais” em vez de morrer de trabalhar e ter pouco tempo de lazer. Se isso se tornar uma visão difundida, mudará profundamente as premissas e estratégias do Marketing convencional. Embora, quando a economia começa a melhorar, a restrição diminua, não devemos esquecer que, talvez paradoxalmente, o pensamento ambientalista tende a permanecer em alta nestes tempos de caos. Não que o consumidor vá se envolver com a grande questão de como controlar a mudança climática, mas, em seu comportamento doméstico, buscará maneiras “menos é mais” de ajudar o meio ambiente, apagando as luzes etc.

A neurociência vem fazendo grandes revelações sobre o consumidor. Ela vai ajudar as empresas a enfrentar o caos?
Philip Kotler: Graças à neurociência, estamos, enfim, desistindo do velho modelo propagado pelos economistas de que os consumidores calculam racionalmente os custos e benefícios de cada compra e escolhem a oferta que maximize a relação custo-benefício. Sabemos que as emoções e o inconsciente desempenham grande papel na escolha da marca. O trabalho de Gerald Zaltman e experiências de economistas comportamentais estão revelando muita coisa sobre a escolha do consumidor. Algumas descobertas são especialmente surpreendentes para mim, como quando Martin Lindstrom, autor de Buy-ology, conta que os pôsteres que trazem os dizeres “Cigarro mata” na verdade abrem o apetite dos fumantes para acender um cigarro. O problema da neurociência é que em geral ainda é muito difícil interpretar, explicar ou confiar nela.

O sr. pode nos dar exemplos de empresas que vêm lidando bem com a crise?
Philip Kotler: Para mim, são as que não só reduzem custos, mas também agregam valor à vida de seus consumidores. O Walmart contratou 33 mil novos colaboradores para incrementar o serviço nas lojas e melhorar a experiência dos consumidores ali, facilitando a movimentação naquelas lojas enormes. A e.l.f. Cosmetics se esforçou para oferecer cosméticos de qualidade a preços baixos e torná-los disponíveis para todos, e está usando as redes sociais para construir uma comunidade de beleza na qual as consumidoras possam trocar informações sobre suas necessidades e experiências.

A Half Price Books é uma varejista de livros de desconto que tem vendido por menos da metade do preço dos editores. Eles estão aumentando as lojas e vêm experimentando o crescimento nas mesmas lojas há vários meses, vendendo livros de autoajuda, inspiracionais, de treinamento e sobre novas carreiras. A Southwest Airlines, em vez de aumentar as tarifas de bagagem e refeições, se manteve como uma companhia aérea que não cobra taxas e obteve êxito em manter suas vendas e construir confiança com o público que viaja. Enquanto isso, outras companhias aéreas estão acrescentando taxas por excesso de peso nas bagagens, refeições etc. para manter altos seus lucros. Mas a Southwest Airlines está usando isso como oportunidade para divulgar o slogan “Sem taxas”.

Uma rede hoteleira mexicana demonstrou criatividade ao dizer que qualquer pessoa que pudesse ter contraído gripe suína em seus dez hotéis teria três diárias grátis nos próximos três anos se houvesse evidência de que tinham se contaminado em um hotel da rede. Em todos os países podem ser encontradas empresas que estão transformando a crise em oportunidade.

Qual seria o papel da mídia digital no sistema de gestão do caos de companhias de todos os tipos? Ela torna mais fácil gerenciar essa situação?
Philip Kotler: A mídia digital tem dois papéis nessa história. Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal. Para o bem, considere, de um lado, a rapidez com que a gripe suína se alastrou e, de outro, a rapidez com que as informações sobre ela circularam e com que os países tomaram precauções para proteger sua população. O aspecto nocivo é que as pessoas precisam lidar com a informação com cuidado. É mais fácil do que nunca circular desinformação e rumores que podem ferir ou iludir pessoas e empresas. Vivemos em uma era de muita informação e as empresas devem alocar recursos para detectar e gerenciar os fluxos dela. E, para isso, devem usar a própria mídia em sua função “para o bem”, nesse estado que eu denomino de “alerta vermelho permanente”.

As mídias tradicionais – jornais na linha de frente – vêm tendo sua morte anunciada todos os dias. O que o sr. pensa a esse respeito?
Philip Kotler: Mídias raramente morrem. Elas geralmente encolhem em nichos nos quais podem manter bom desempenho. A televisão não matou o rádio ou o cinema. Os computadores não mataram a televisão. Com relação à crise dos jornais, sei que é difícil manter um jornal funcionando com seu tamanho atual quando a receita de anúncios está se transferindo para a internet – e as pessoas jovens não recorrem aos jornais para obter notícias. Os bons velhos tempos dos jornais se foram de fato. Mas os jornais podem manter público tendo apelo mais especializado e indo para a internet. Não acho que os anunciantes consigam atingir seus objetivos se migrarem totalmente para a nova mídia digital. A maioria das empresas vai ganhar se usar um mix de novas e velhas mídias, cada uma fazendo o que faz melhor e sendo medida.

Qual é o papel das redes sociais para as empresas neste novo mundo caótico?
Philip Kotler: Redes sociais como Facebook, MySpace, Twitter e outras desafiam nossas práticas de Marketing tradicionais. Primeiro, porque as pessoas passam mais tempo conversando com amigos e família em seus computadores e telefones e, consequentemente, menos tempo vendo TV, cujos comerciais costumavam ser a maior fonte de influência publicitária. Hoje a porcentagem de mensagens sobre marcas vindas de fontes comerciais em contraposição a fontes sociais está diminuindo rapidamente. Então, cabe aos profissionais de Marketing fazer duas coisas. Uma é monitorar as conversas para descobrir se sua marca é tema de discussão e, se for, quão favorável ou desfavorável é a conversa. Está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre sua marca.

As companhias estão cada vez mais em um aquário e não têm escolha além de produzir boa qualidade em troca de dinheiro. Segundo, as empresas precisam descobrir melhores maneiras de identificar potenciais clientes com a mídia social. Seria maravilhoso se uma empresa como a Wilson pudesse comprar uma lista de todos os membros do Facebook que tivessem o tênis como hobby. Infelizmente o Facebook não vai vender esse tipo de informação, porque isso afastaria seus membros. O mínimo que a empresa pode fazer é inserir e circular informações sobre si mesma em mídias sociais como blogs, podcasts e outras. O Twitter, que está mostrando rápido crescimento, é particularmente promissor por poder carregar mensagens curtas sobre uma marca para um número enorme de pessoas em seus computadores ou celulares.

É fácil construir marcas fortes em momentos como este? Como o sr. avalia as chances para marcas de países emergentes em especial?
Philip Kotler: Uma crise econômica é um momento em que os consumidores estão buscando custos mais baixos sem sacrificar a qualidade. Os países emergentes têm a vantagem dos custos mais baixos. A questão é se os produtores locais de marcas fortes em países emergentes podem lançá-las com sucesso em países economicamente avançados.
Minha resposta para isso é: sim, ainda mais com a ajuda das mídias sociais de que acabamos de falar. Estou vendo um fabricante mexicano de produtos de panificação vendendo bem sua marca no Texas e em outros estados do sul dos Estados Unidos. Até porque os Estados Unidos têm vários grupos de imigrantes, que servem de primeiro alvo a ser mirado por uma marca emergente, ao qual se seguirão outros alvos.

Como ficarão as marcas durante os momentos de crise da era do caos?
Philip Kotler: Uma crise econômica produz um momento de “destruição criadora”. Os fracos afundam. E isso faz sentido porque uma das maiores causas de recessão é o excesso de capacidade. Temos capacidade demais para produzir automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos e outros itens e isso derruba os preços. É necessária a racionalização do setor. O que está sendo destruído é o excesso de capacidade e os destruidores são os que se saem melhor em seu setor.

Então, na era do caos, a destruição criadora será bem mais frequente e as empresas devem estar preparadas elas mesmas para promovê-la e, ao mesmo tempo, devem investir em novas marcas. Há a imensa oportunidade do Marketing social, por exemplo. Acabei de publicar, com Nancy Lee, um novo livro, Up and Out of Poverty: The Social Marketing Solution, no qual oferecemos uma nova abordagem para ajudar pessoas pobres a sair da armadilha da pobreza por meio de empresas praticando Marketing social.

O sr. pode explicar isso melhor?
Philip Kotler: Paradoxalmente, o problema do “excesso de capacidade” é, em outra parte do mundo, um problema de “consumo de menos”. Há 4 bilhões de pessoas pobres no mundo que adorariam ter uma bicicleta, uma moto ou um carro, ou um computador ou uma TV. O problema é que elas não têm dinheiro. Seriam o melhor mercado que alguém poderia desejar se simplesmente tivessem dinheiro para comprar bens.

Descrevemos mais de uma dúzia de casos nos quais o Marketing social tem sido usado para aumentar a adoção de telas mosquiteiras para proteger crianças contra mosquitos e malária enquanto dormem, nos quais o Marketing de camisinhas reduziu o tamanho de famílias e preveniu a difusão do HIV e muitos outros exemplos. Recentemente, 700 profissionais de Marketing social se encontraram na Primeira Conferência Mundial de Marketing Social, em Brighton, Inglaterra, para trocar experiências e compartilhar ferramentas e tecnologias para combater as principais causas da pobreza.

E como deve ser o Marketing para investidores, já que o dinheiro é uma questão-chave em tempos instáveis?
Philip Kotler: Muito bem lembrado. Caso a empresa não tenha habilidade de Marketing para levantar dinheiro nestes tempos em que ficarão mais freqüentes a escassez de fundos e o alto risco, é particularmente importante que a desenvolva. Ela deve usar um Marketing cada vez mais criativo para convencer os investidores a apostar em suas propostas de negócios, já que hoje há abundância de oportunidades para investir o dinheiro e muitos concorrentes dispostos a pagar um retorno realmente alto. Toda empresa deve pensar em montar uma linha de Marketing para trabalhar essa habilidade.

Com o aumento da tecnologia, o que o sr. acha que vai acontecer com mercados como o de alimentos, muito importante no Brasil, por exemplo?
Philip Kotler: Virá mais crescimento econômico dos avanços tecnológicos, como robótica, nanotecnologia e biotecnologia, do que de setores estáveis. Mas os mercados de alimentos e de outros itens básicos vão permanecer fortes e relativamente estáveis. Sempre haverá nichos de crescimento nesses setores, assim como nichos em declínio.


* José Salibi Neto é chief knowledge officer (CKO ) do HSM Group.
Esta entrevista foi publicada pela Revista HSM Management (Julho/Agosto)

Alagamento na Visconde em CWB

Ajudando a RPC notícias - Videos nos favoritos Na Hora Certa.

Vendas online crescem 27% no Brasil

As vendas online cresceram 27% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008.
O faturamento bruto total chegou a 4,8 bilhões de reais, segundo relatório liberado hoje pela empresa de monitoramento do comércio eletrônico e-bit.


Livros e assinaturas de revistas e jornais foram líderes na quantidade de pedidos neste primeiro semestre. Seguidos por produtos de saúde, beleza e medicamento, informática, eletrodomésticos e eletrônicos.


O valor médio gasto nas comprar online foi 323 reais, 5% a mais que no mesmo período do ano passado.


De acordo com a e-bit, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, contribuiu bastante para o aumento nas vendas e no valor das compras.


A B2W, empresa originada da fusão entre Submarino e Americanas.com, ainda é a líder no setor, mas a sua fatia no mercado caiu 5,5 pontos percentuais. Foi de 41,5% para 36%. A queda pode ser atribuída à entrada de novas empresas na rede, como Wal-Mart e Casas Bahia, além do fortalecimento nas operações dos concorrentes.


Para o final do ano, a previsão é otimista. No segundo semestre, que responde por 55% do faturamento do setor – por causa das vendas de final de ano, é esperada uma manutenção no crescimento das vendas.


Espera-se que sejam acumulados 5,8 bilhões de reais nos últimos seis meses do ano, o que levaria o total de 2009 a 10,6 milhões de reais e a um crescimento de 28% com relação a 2008.

Fonte: Mariana Amaro, de INFO Online

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

10 anos

Em 1999

- Plutão ainda era um planeta
- Assembléia ainda tinha acento
- Harry Potter era só livro
- Ainda existia a Rede Manchete
- As telas dos cinemas ainda não conheciam a infância de Anakin Skywalker
- Dercy Gonçalves tinha uma idade com 2 dígitos
- Lula ainda era oposição
- e a Aspirina, olha que brilhante, já fazia 100 anos!

Dez anos. Tempo suficiente para mudar muita coisa no mundo. Já pensou onde você estava e o que você estava fazendo há dez anos atrás, como estamos convidando você a fazer?
Agora vamos mudar um pouquinho de perspectiva: Onde você quer estar em 10 anos? E onde realmente estará? O que terá feito para isso?

Sol, sol, sol em Curitiba.

Chuva, chuva, chuva em Curitiba.

Gorilas twittam por sua sobrevivência

Das profundezas das florestas do oeste da África, os gorilas das montanhas de Uganda estão se preparando para twittar por sua sobrevivência.

Com o lançamento, hoje, da campanha Seja Amigo de um Gorila, fãs humanos desses primos distantes logo poderão acompanhar o drama diário de um dos 720 gorilas que ainda vivem ali sob a ameaça de extinção.

Quando o site friendsgorilla.org entrar no ar, os visitantes poderão assistir a vídeos, ver fotos e seguir as pessoas que acompanham esses animais em redes como o Facebook e o Twitter. Qualquer um poderá ver uma mãe gorila ninando seus filhotes, jovens adultos brigando para se tornarem chefes ou a rotina de um macho adulto de 225 quilos.

Os organizadores afirmam que a campanha é a primeira a usar as redes sociais para fins ambientais diretos e esperam que ela vai gerar US$ 100 mil nos primeiros três meses e mais US$ 350 mil no primeiro ano.


Fonte: Blog Estadão

domingo, 27 de setembro de 2009

Dicas do Bradesco para você aproveitar sua vida ao máximo


Uma animação muito divertida que bem de longe vende seguro de vida. Acho que o Banco Bradesco acertou na medida. O vídeo ficou ótimo, mesmo. O texto no youtube é “A cada agitadinha, uma nova dica para ajudar você a fazer tudo que tiver vontade. Até se quiser fazer um Seguro de Vida Bradesco.”

sábado, 26 de setembro de 2009

Comércio na internet dá lucro para empresários



Pequenas empresas aproveitam a boa fase da internet e criam oportunidades de negócio. Em 2008, o mercado movimentou mais de R$ 8 bilhões. No primeiro semestre de 2009, a previsão já é de crescimento.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Conhecido discurso que Steve Jobs fez para formando de Stanford



Conhecido discurso que Steve Jobs fez para formando de Stanford

domingo, 20 de setembro de 2009

Redes Sociais: tendência ou modismo?

Se pararmos para pensar na quantidade de sites "quentíssimos" que aparecem por dia, isso nos tomaria, provavelmente, o mês inteiro. Boa parte deles, contudo, some no limbo cibernético da mesma maneira como surgiu. O maior exemplo foi, sem dúvida, a rede social 3D, Second Life.


Para profissionais de marketing do mundo inteiro, tais ondas têm sido um verdadeiro pesadelo. A pergunta que ecoa nos departamentos de marketing "onde alocar no meio digital a verba de marketing da empresa?" parece ter uma nova resposta a cada dia, ou melhor, a cada tweet.

A mudança é a única certeza e constância. Empresas se debatem entre criar um blog, um perfil no Orkut ou uma conta no YouTube, mas nada disso parece fazer muito sentido quando visto em conjunto.

A grande onda atualmente são as redes sociais. O Orkut é um fenômeno no Brasil e até redes obscuras como meusparentes.com.br têm seus dias de glória. Empresas têm criado suas próprias redes sociais em sites 2.0 como o Ning e não parecem saber como lidar com elas de maneira lucrativa.

Redes Sociais são assunto no mundo inteiro e, no Brasil - país em que o consumidor passa mais tempo no Orkut do que no seu próprio e-mail - mais ainda.

No entanto, a dúvida de que as redes sociais são um modismo ou uma tendência parece não se resolver tão fácil. Diante disso, vamos refletir um pouco sobre o assunto.

Sempre abro minhas palestras com um slide que tem uma simples frase: "A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas". Seguindo tal raciocínio, podemos concluir que toda a Internet de outrora fora somente uma ponte para chegarmos ao caminho que trilhamos hoje - o do relacionamento online.

A Internet atualmente se transforma em um grande conjunto de "nós". Nos dois sentidos da palavra, é o tecido que envolve nossa existência das mais diversas maneiras, desde os e-mails corporativos que trocamos freneticamente durante o dia até a pergunta "Você tem Orkut?" que um adolescente faz para sua paquera à noite.

A Internet deixou de ser uma mídia para ser um ambiente. Uma brecha virtual no espaço-tempo na qual temos experiências de entretenimento, de troca e acúmulo de informações, de comunicação e de compras. Torna-se a cada dia uma maneira de exercermos cada vez mais a nossa própria cidadania, a nossa própria condição humana na era da informação e do conhecimento.

Sem as pessoas, porém, a Internet seria apenas uma cidade fantasma. Poderia ter seus prédios e edificações, porém, sem vida, se tornaria apenas um cadavérico conjunto de fios, hubs e sites que de nada serviriam. Sendo assim, a Internet acaba por ser o reflexo do próprio ser humano, desempenhando seus papéis sociais, sejam eles o profissional, o de pai, marido etc.

Penso que o conceito de redes sociais não é um modismo, é a própria essência da web. O que temos que analisar, porém, não é o conceito, mas sim, as ferramentas. Quando se fala em redes sociais, nos vêm à mente de forma imediata o Twitter e o Orkut.

A pergunta certa não é se o conceito de Redes Socias é um modismo ou não, mas sim, se o Twitter e o Orkut o são.

Redes Sociais dependem do chamado "efeito fila de balada" - estou lá porque todos estão. Demandam massa crítica para se tornarem de fato sociais, senão acabam não prosperando e morrem. São como inovações tecnológicas natimortas, que ficam ultrapassadas antes mesmo do lançamento por terem perdido o "timing", como aconteceu com a TV de plasma frente aos novos modelos de LCD.

O Orkut, campeão entre os brasileiros, já sofre a ameaça do Facebook. O Twitter, que ainda reina sozinho no universo dos microblogs, já percebe breves, tímidas e "betas" iniciativas de concorrentes como o Meme, do Yahoo, e o Yammer.

A Guerra das Redes Sociais está apenas começando, porém, as ferramentas ainda mudarão bastante durante os próximos anos. Estamos apenas no início da evolução tecnológica que possibilitará que a rede social esteja presente em toda a parte, desde nossas TVs digitais até nossos celulares.

Imagine poder escolher um filme em uma locadora virtual, como o que a Saraiva Digital já está fazendo, mas acessando uma enorme base de resenhas e opiniões sobre ele por meio da própria TV.

Imagine, antes de comprar um vinho no supermercado, poder ler o código de barras do produto por meio do seu celular e acessar opiniões e críticas sobre o seu aroma e safra.

Imagine cadastrar seu "perfil" no celular e, quando estiver andando em um local público em que outra pessoa com um perfil similar ao seu se aproximar, o celular dos dois vibrarem.

Prever o futuro atualmente é uma profissão muito perigosa e não vou me atrever a fazê-lo aqui, prefiro comentar sobre o presente. Tais exemplos são apenas uma prévia do que virá para o Brasil, mas que já acontece em outros países.

O conceito de redes sociais não irá acabar, portanto, se trata de uma tendência irrevogável devido ao simples fato de que tal conceito se confunde com a própria estrutura da internet. Suas ferramentas, sim, essas certamente se tornarão cada vez mais complexas para que fiquem cada vez mais simples e eficientes na sua função principal - tornar a web verdadeiramente social

Conrado Adolpho - rp e consultoria comunicacional

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desenvolver aplicativos ou mobile sites?

Java, iPhone, Symbian, Blackberry, Android, Windows Mobile... além de escolher as plataformas, as marcas e os desenvolvedores procuram identificar as vantagens de concentrar esforços em aplicativos ou sites para celulares.


Um dos maiores desafios para as marcas e desenvolvedores em mobile marketing é a escolha das plataformas para qual será desenvolvido um determinado serviço ou conteúdo móvel.

Devido à grande diversidade de aparelhos, além dos mobile sites, há a possibilidade de se desenvolver aplicativos para várias plataformas - Java, iPhone, Symbian, Blackberry, Android, Windows Mobile, dentre outras.

Essa escolha depende principalmente do público-alvo e do tipo de serviço a ser oferecido, sendo a decisão tomada geralmente em dois níveis:

  • 1. Faço aplicativo e/ou mobile site?
  • 2. Caso faça aplicativo, quais plataformas utilizo?

Vantagens dos aplicativos

Vejamos primeiro algumas características que auxiliam a responder a questão número um. Algumas vantagens dos aplicativos em relação aos mobile sites são:

  • Melhor experiência para o usuário. O aplicativo possibilita uma melhor utilização de recursos gráficos e de interface, proporcionando um uso mais rápido e agradável para o usuário. Além disso, é possível disponibilizar conteúdo (todo ou parte dele) para ser acessado offline.
  • Share of hardware. Pela simples presença do ícone dentro do celular, o aplicativo tem o potencial de criar um vínculo um pouco mais forte e recorrente do usuário com o serviço do que um site móvel marcado nos favoritos do navegador. (Saiba mais sobre o termo share of hardware)
  • Menor custo de acesso. Nos aplicativos, toda a parte da interface já está ‘instalada’ no celular, o que implica em um tráfego de dados muito menor para se acessar um determinado conteúdo da internet. Ou seja, para grande maioria dos usuários, isso significa um custo bem mais baixo pelo uso do serviço. A implicação prática desta característica varia bastante de acordo com o público-alvo. Usando como exemplos dois dos nossos serviços, no caso do Voos Mobile o custo do tráfego de dados não apresenta tanta relevância devido ao perfil econômico dos usuários (pessoas que voam com frequência). Já para o mKut, os usuário são extremamente sensíveis ao custo do acesso, e para muitos o aplicativo é a única solução viável financeiramente para se utilizar o serviço.
  • Acesso a recursos nativos do celular. Os aplicativos possibilitam a utilização de recursos nativos do aparelho (câmera, GPS, Bluetooth, agenda, etc.). Para os casos em que essas funcionalidades são essenciais, fazer um aplicativo ainda é a única alternativa. Essa vantagem tende a diminuir ao longo do tempo devido à evolução dos navegadores dos aparelhos.
  • Possibilidade de monetização pela venda ou micro-pagamentos. Com o sucesso da App Store da Apple e o surgimento das lojas de outros fabricantes, vender aplicativos tornou-se uma opção mais concreta para algumas empresas. Além disso, dependendo do tipo de negócio ou serviço, é possível para uma marca vender bens, conteúdos ou acesso premium através de micro-pagamentos dentro dos aplicativos. Essa opção está disponível atualmente na versão 3.0 do sistema operacional do iPhone.
  • Mobile games. Para a grande maioria dos games, por conta dos requisitos de mídia e performance, os aplicativos são a única solução viável para implementação.

Vantagens do site mobile

Analisando o outro lado, os mobile sites também apresentam uma série de vantagens em relação aos aplicativos. Entre elas:

  • Distribuição facilitada. É bastante simples comunicar e estimular a experimentação de um mobile site pelo usuário. Além de poder divulgar o endereço em qualquer outra mídia (TV, revista, jornal, folhetos, outdoors, etc.), o uso de outras ferramentas como o SMS-link e QR-Code facilitam ainda mais o acesso. Já para o aplicativo, mesmo no caso do iPhone que possui uma forma simples e intuitiva para se instalar aplicativos - a App Store - há a barreira da instalação que por vezes dificulta o imediatismo do uso, especialmente nesses casos onde o serviço é promovido através de outras mídias.
  • Ferramentas de busca. Ao contrário dos aplicativos, os mobile sites são indexados pelas ferramentas de busca, por isso fica muito mais fácil para os usuários “descobrirem” os serviços, especialmente quando já estão em mobilidade. Vale ressaltar que todos analistas entendem que a busca será um dos grandes alavancadores da internet móvel, assim como tem sido para a fixa.
  • Facilidade de atualização. Para o lado da marca, é possível atualizar continuamente o conteúdo do mobile site garantindo que o usuário sempre verá a última versão disponível, o que não ocorre com os aplicativos offline. Além disso, essa atualização é instantânea, já que não é necessário qualquer tipo de aprovação de terceiros, como no caso da Apple com os aplicativos para iPhone.
  • Custo/tempo de desenvolvimento. Pelo grau de dificuldade e pela oferta de recursos no mercado, é mais rápido e barato para a marca criar um mobile site do que um aplicativo, o que muitas vezes viabiliza projetos com orçamentos menores ou prazos mais apertados.
  • Compatibilidade. O mobile site, desde que desenvolvido corretamente, é a forma mais universal de se disponibilizar um serviço móvel com garantia de funcionamento na grande maioria dos aparelhos da base. (No entanto, para melhorar a experiência do usuário é recomendado fazer diferentes versões para diferentes aparelhos, como comentado aqui.)

Considerando os pontos acima e assumindo que seja interessante para a marca desenvolver um aplicativo, ainda fica pendente a questão de qual plataforma escolher para este desenvolvimento.

Foge do escopo desse texto uma discussão mais elaborada sobre esse ponto, mas é possível resumir afirmando que a plataforma Java atende os principais requisitos dos aplicativos e funciona em quase todos os celulares, à exceção do iPhone, que possui uma plataforma própria, porém com mais possibilidades de uso de recursos técnicos e de mídia.

Em suma, os aplicativos Java são ‘universais’, enquanto os aplicativos iPhone são mais ‘poderosos’.

Feita toda a análise, deixo algumas dicas práticas para serem usadas na hora de se escolher o que fazer:

1. Faça a “lição de casa” primeiro: ter um mobile site é essencial. Mesmo para o caso de serviços móveis mais elaborados que exigem aplicativos, ainda vale a pena criar um mobile site no mínimo com uma descrição do serviço e link para download do aplicativo.

2. Sempre que possível, é interessante ampliar os benefícios para os usuários e também fazer o aplicativo Java. Além das vantagens mencionadas acima, com o aplicativo Java é possível fazer ações de marketing de proximidade distribuindo o conteúdo gratuitamente para os usuários através de Bluetooth.

3. Aplicativos iPhone (e em breve no Brasil, Android) são uma ótima forma de promover serviços diferenciados a um público muito qualificado. Apesar de poder se considerar a “cereja do bolo” por conta do ainda baixo percentual de usuários, os donos desses aparelhos são muito mais engajados e acostumados a utilizar serviços móveis, além de uma maior geração de mídia espontânea.

Para quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto, convidamos a participar da discussão e encontrar mais materiais no blog de mobile marketing da Praesto.

Por Eric Santos

http://webinsider.uol.com.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aniversário de 1 ano da VIVE LA MUSIQUE

Aniversário de 1 ano da VIVE LA MUSIQUE – 19/SET @ Camden Club


Comemorando seu primeiro aniversário, a VLM preparou uma edição mais do que especial, com duas super atrações renomadas no Brasil e na gringa: “Killer on the Dancefloor” da festa CREW de SP e Boss in Drama, recém indicado ao VMB 2009. Desta vez o clube será o Camden Club, novo ponto de encontro da galera mais antenada da cidade. A noite promete além de muita música boa e diversão, muitas surpresas e muito neon!!!

Anote na agenda e vá contando os dias!

||||||||| Vive La Musique -Ano 01- |||||||||




DJS:
Cacá Azevedo
André Nego
Joel Guglielmini

Boss in Drama (DJSET)



Indicado ao VMB 2009, Boss in Drama é uma das maiores revelações da música eletrônica nacional dos últimos anos. Recebendo elogios de figuras importantes como Justin Timberlake. Já dividiu o palco com grandes nomes: Franz Ferdinand, Diplo, Annie, Modeselektor, LCD Soundsystem, Shir Khan… Produziu um álbum, criou remixes para Mixhell, Bonde do Rolê, Copacabana Club, N.A.S.A, lançou mixtapes, fez o circuito nacional e tocou na gringa. Com sua case recheada de pop dos anos 80, dance music dos anos 90 e tudo que há de novo na eletrônica, fará um DJ-SET para ninguém ficar parado.

Killer on The Dancefloor (DJSET - CREW/SP)



Os DJs paulistanos Phillip A. e Fatu, juntamente com Ali Disco B. formam o projeto live KOTD (na versão DJ-SET apenas os dois tocam). Tem inspiração na recente cultura dos Mash-Ups, e são um dos fundadores do maior coletivo Maximal/Freestyle do Brasil, o CREW. Em sua carreira já passaram por clubes e festivais como Skol Beats, Pachá, D-Edge, Motomix. Também já foram responsáveis pela trilha das grifes Diesel, Motorola e OI no SPFW. Além de administrar o selo MAXIMIZE , produzem remixes para nomes de peso como Digitalism, Larry Tee, The Qemists, Mixhell e Alexander Technique. Prometem um DJ-SET arrasador para a Vive La Musique.

Valores:
até meia noite
Fem. R$10 | Masc R$15

após
Fem. R$15 | Masc R$20



Camden Club

Av. Bispo Dom José 2723, BATEL
(41) 3224-0951 – a partir das 23:00h